O Caminho de Emaús: Fica conosco Senhor!

Quando olhamos para a estrada que está entre Jerusalém e Emaús, não é difícil de percebermos o caminho da nossa própria vida. Quando criamos as nossas expectativas sobre as coisas de Deus ou sobre as pessoas e somos frustrados em nossos projetos, nos vem a tristeza: “Porque estais tristes?” (Lc 24,17). Porém da mesma forma como Jesus interroga os discípulos do caminho, também interroga a nós. Podemos estar andando pela estrada no caminho contrário, mas Ele vai conosco até entendermos o lado certo do nosso destino.

“E começando por Moisés e percorrendo todos os Profetas, interpretou lhes em todas as Escrituras o que a Ele dizia respeito.” (Lc 24,27). Jesus Ressuscitado não é simplesmente como antes, Ele está verdadeiramente caminhando com os discípulos, porém a Ressurreição introduziu algo novo na criação, esse mundo não pode mais conte-lo, pois ele já vive em eternidade. Assim como é preciso reler as Sagradas Escrituras a partir de Jesus para que elas tenham seu verdadeiro sentido, o mundo todo precisa ser reinterpretado pela Ressurreição para chegar a Verdade.

O Ressuscitado deseja revelar-Se aos discípulos, Deus é gentil, ele espera que os discípulos Lhe convidem para a intimidade, finge ir mais a diante! “Eles porém insistiram, dizendo: ‘permanece conosco senhor, pois cai a tarde e o dia já declina” (Lc 24,29). “Jesus tomou lugar à mesa com os dois, pegou no pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu-o aos dois. Foi naquele momento que se lhes abriram os olhos”1. É a partir de um gesto de caridade, de doação, de amor ao próximo que “senhor” se transforma em “Senhor”. Partindo o pão que eles Lhe deram, Cristo se revela e eles Lhe reconhecem.

Todo fiel evangelizado é chamado a partilha pelo dízimo, a pôr os seus bens a serviço de Deus. Um verdadeiro dizimista é fruto de um encontro pessoal com Jesus Cristo Ressuscitado! E quem não entende o dízimo provavelmente não fez essa experiência. Uma vez fiz uma colocação no CPP da paróquia, devido a catequese ter resistência em implantar o dízimo infantil, visto que a maioria dos próprios catequistas não eram dizimistas. Eu disse e reafirmo: se alguém no CPP não é dizimista deve tomar uma decisão, ou torna-se de fato dizimista ou deixa o Concelho. A vida pastoral é o testemunho do Ressuscitado ao mundo, mas como se pode testemunhar se a própria pessoa não está evangelizada, não fez a experiência do Ressuscitado?

O Papa Bento XVI escreve: “A história dos discípulos de Emaús termina referindo que os dois encontram em Jerusalém os onze discípulos reunidos e são saudados por eles com as palavras: ‘Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão’”(Lc 24,34).2 Eles compreendem que seu destino não é a tristeza de Emaús, mas a alegria de Jerusalém, pois é lá que está a Igreja, testemunha do Ressuscitado.

Pe. Anderson Bonin
Padre referencial da Pastoral do Dízimo

 

 

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