O acampamento nasceu de um projeto preconcebido nos EUA e ministrado a executivos, que eram afastados do seu ambiente de trabalho por uma semana e agrupados em equipes, às quais eram propostos desafios, que superados contribuíam para a vida pessoal de cada um, tudo isso, com a finalidade de desenvolver e aprimorar o sentido de equipe nas empresas, com isso melhorando o relacionamento entre os funcionários, desenvolvendo o lado humano e aumentado assim o lucro das empresas.

A igreja católica do México na figura do teólogo J.H. Prado Flores, adaptou e espiritualizou estes retiros e iniciou um trabalho de evangelização e passou a utilizar estes “acampamentos” para resgatar o ser humano visando preencher ou dar respostas a alguma situação difícil que esteja vivendo, como solidão, stress, angustia, depressão, dependências químicas, conflitos familiares, sexuais, matrimoniais e etc.

Na sua origem, o Acampamento surgiu como um braço do Projeto Evangelização 2000, criado para atender ao apelo do Papa João Paulo II, no Haiti (XIX Assembléia Plenária do Celam), no ano de 1983, onde o Papa convocou todo batizado para uma Nova Evangelização: nova em seu ardor, em seus métodos e em sua expressão. Martín Valverde, munido pela força do Espírito Santo, após ser convidado para ajudar na formação espiritual de jovens latino-americanos, desenvolveu vários trabalhos, destacando-se para nós, o Acampamento “Maanaim” (que quer dizer acampamento de Deus, pois foi baseado em Gênesis 32, 2-3).

Em 1991 aconteceu no Brasil o primeiro acampamento nacional, conhecido como acampamento zero, e teve representantes de vários estados. Assim a semente foi lançada e deu vários frutos. Surgiram então acampamentos em várias cidades: Porto Alegre, Maringá, Goiânia, Presidente Prudente, Franca, Uberlândia, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.


Em 1994 foi realizado o primeiro Acampamento em Curitiba, que foi adaptado para acontecer em 4 dias para permitir a sua realização em feriados prolongados, realizado pelo Grupo de Pastoral do Colégio Marista Santa Maria. Dessa experiência surgiu o Grupo Luz, que a partir de 1999, passou a fazer parte da Paróquia do Divino Espírito Santo da Arquidiocese de Curitiba. A partir daí o acampamento passou a se chamar Acampamento Luz.

No acampamento realizado em lugares afastados, geralmente na zona rural, os participantes chamados campistas, têm atividades desde as primeiras horas da manhã até a noite, com atividades participativas, onde vivenciam dinâmicas, recreações, ensinamentos, distribuídos em equipes, irão aprender ou reaprender o trabalho e a convivência em comunidade, falando, ouvindo e respeitando as limitações e imperfeições do próximo, para juntos vencer ou não os desafios, que depende da união da equipe. O objetivo maior é conhecer ou voltar a ter contato com DEUS, aprendendo a se conhecer melhor e ter uma vida plena e cheia de amor de DEUS. Todos os acampamentos são encerrados com uma missa onde os campistas são recepcionados por sua família e comunidade.

A equipe de trabalho de um acampamento é formada por membros que já passaram pela experiência do acampamento, prática comum em outros encontros de diversas pastorais e movimentos. Estas equipes passam por um processo de formação intenso a cada acampamento, que começa em média de 2 a 3 meses antes do mesmo, porém, os preparativos de um acampamento podem começar de 6 meses a 1 ano antes dele acontecer. O Acampamento Luz conta ainda com a presença de um Diretor Espiritual, que é o padre responsável por atender as confissões, dar o suporte espiritual para a equipe de trabalho e celebrar as missas que ocorrem diariamente no acampamento.

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