Os recentes documentos da Igreja, principalmente o Diretório Nacional da Catequese, e a atual reflexão catequética tem motivado a importância e a necessidade da formação de catequistas em todos os níveis. A formação de catequistas é uma urgência pastoral, é uma prioridade absoluta e é uma preocupação de toda a comunidade.

A formação de catequistas está centrada na pessoa de Jesus Cristo. Ele é o modelo e a fonte da formação de catequistas. O(a) catequista tornar-se-á um(a) “cristólogo”(a): crê no Filho de Deus, aprofunda-se na vida de Jesus Cristo, celebra os mistérios pascais de Cristo e anuncia a mensagem de Jesus Cristo e o seu Reino. Relembramos que o Documento de Aparecida destaca 5 elementos fundamentais da formação do discípulo e missionário consequentemente de todo catequista: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão e a missão (cf. DAp 278).

A formação de catequista busca desenvolver as diversas dimensões da vida e do ministério catequético. Colocar-se à serviço da Igreja implica a busca do autoconhecimento, da maturidade psicoafetiva, estabelecer boas relações humanas, ter uma vida espiritual profunda, mergulhar no conhecimento e na mística da Palavra de Deus, saber planejar, programar, executar e organizar-se, ter suficiente conhecimento dos fundamentos básicos da fé e ser capaz de construir a unidade e comunhão. “A verdadeira formação alimenta a espiritualidade do próprio catequista, de maneira que sua ação nasça do testemunho de sua própria vida” (DNC 264). Em resumo, “assumir a missão catequética é cuidar com esmero de sua auto-formação” (DNC 267).

A formação querigmática e mistagógica dos catequistas é uma exigência da nova evangelização. Os novos tempos exigem uma formação mais celebrativa, mais orante, mais bíblica e mais vivencial. A nova evangelização exige de nós um novo jeito de se formar: novos métodos, novos mecanismos, novos recursos e, sobretudo, uma nova mentalidade. A formação de catequistas deve conduzir à experiência de fé. Há uma exigência de que a inspiração catecumenal também perpasse qualquer projeto de formação de catequistas.

Além da exigência de uma formação básica de catequistas, hoje percebe-se a importância de uma formação continuada. O documento Catequese Renovada com seu espírito transformador ressaltava o quanto é necessária e fundamental a formação continuada de catequistas. Nesta linha de reflexão o Diretório Nacional de Catequese propõe que hajam projetos e ações que os motivem a assumirem um processo permanente de formação (cf. DNC 257). Em outras palavras, reiteramos a tarefa de cada catequista: a busca continuada da formação na fé.

Este ano da fé é uma oportunidade para renovarmos nossa consciência do valor da formação no exercício do ministério catequético. Formar-se é uma graça que a Igreja nos propicia. A formação querigmática e mistagógica de catequistas com qualidade gera catequistas discípulos e servidores da Palavra de Deus. A catequese será diferenciada e celebrativa a partir do momento em que a formação de catequista possuir uma mentalidade e uma mística catecumenal. Nosso desejo é que todos os catequistas passem por um processo formativo básico e contínuo da fé. Que Maria, formanda e formadora da fé, nos conduza à contemplação dos mistérios pascais do Senhor Jesus.


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