O ano da fé:, a nova evangelização e o ministério de catequistas

Publicado por Pe. Luciano Tokarski em

O Ano da Fé é uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja. É um princípio espiritual na vida e missão da Igreja e do mundo. Uma proposta de conversão pastoral, de mudança de mentalidade e de abandono das estruturas ultrapassadas.

O Ano da Fé vem recheado pelo acontecimento do XIII Sínodo e pelas reflexões sobre a Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã que nele ocorreram. A Igreja existe para evangelizar e a nova evangelização diz respeito a toda a vida e missão da Igreja. Assim sendo, o XIII Sínodo quis ser um espaço de entendimento sobre a nova evangelização e a estrutura eclesial atual, para ajudar as pessoas a terem um novo encontro com o Senhor e para favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social.

O ministério catequético está na base de toda ação evangelizadora da Igreja. O Ano da Fé impulsiona ao exercício coerente do ministério de catequista e a nova evangelização é concretizada pelo novo jeito de ser catequista e pelo novo modo de fazer catequese. Destacam-se, à luz do Diretório Nacional de Catequese, alguns elementos intrínsecos ao ministério de catequista.

O catequista é ministro da Palavra. É porta-voz da mensagem de salvação. O catequista é servo, discípulo e proclamador da Palavra de Deus. O ministro da Palavra quando mergulhado nos mistérios do Espírito faz ressoar a mensagem de conversão e de fé. Não haveria ministério da Palavra sem a guia e o impulso do Espírito Santo. O bom exercício do ministério de catequista exige o conhecimento básico da Sagrada Escritura, exige o cuidado no uso da Sagrada Escritura e um profundo contato através da leitura orante. O catequista é um místico da Palavra de Deus.

O catequista é ministro da Fé. “A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele” (PF 10). Pela fé somos purificados, transformados, tornamo-nos fecundos, sensíveis às necessidades do outro, percebemos a beleza do viver e somos impelidos a evangelizar em situações de paixão e perigo. O catequista conduz seus interlocutores à fé. A catequese por sinal é um caminho de maturidade de fé. A vida é um itinerário de fé que se desenvolve, gradualmente, na escola de Jesus. O guia ou orientador nesse itinerário de fé é o catequista.

A catequese constitui certamente um ministério eclesial. O catequista exerce um serviço eclesial. (cf. DNC 233). O catequista não fala de si mesmo e nem por si mesmo. Ele não age isoladamente, não é um proselitista, não é um profissional da fé. Anuncia a pessoa de Jesus Cristo e age em nome da Igreja. O catequista é um promotor da eclesialidade, da comunhão e da unidade. O ministério de catequista implica necessariamente a busca da comunhão com todos os ministérios eclesiais. O catequista exerce um ministério no conjunto dos ministérios da Igreja.

O ministério de catequista é um profetismo. O catequista deve ser um profeta em tempo de nova evangelização. O profeta fica cheio da Palavra, fica configurado como servidor da Palavra. Viverá da Palavra. Sofrerá por causa da verdade da Palavra. Anunciará sem cansaço a Palavra e talvez tentará resistir ou abandonar o ministério. No entanto, a Palavra transforma-lo-á decididamente. Ou seja, o catequista é aquele que anuncia, denuncia, renova, recomeça, cria estratégias, entrega-se a oração, planeja e se organiza. O catequista é aquele que radicalmente entrega-se a vontade de Deus. O chamado e o envio do profeta são o princípio de um caminho de fidelidade. O catequista, portanto, é fiel a escuta e ao anúncio da mensagem de salvação e aos ensinamentos da Igreja.

Enfim, fixemos nosso olhar em Maria. Ela nos ajudará a exercer com propriedade o ministério de catequistas em tempo de nova evangelização. Maria é a Mãe da Igreja. Através de sua presença, possa a Igreja converter-se em um lar para muitos e em Mãe de todos os povos.


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